segunda-feira, 14 de março de 2022

Devocional 04/02 (Leitura Lv. 10,11,12)

Falou também o Senhor a Arão, dizendo: Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo e para ensinardes aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado por intermédio de Moisés. Lv. 10.8-11.

Infelizmente, em nosso imaginário popular, tendenciamos e enxergar o Deus do chamado Antigo Testamento como um ser bravo, duro e sem misericórdia, ao passo que quando ouvimos sobre o Novo Testamento, passamos a ver esse Deus como misericordioso, bondoso e até mesmo compassivo "demais". Mas isso é uma mera ilusão, pois o Senhor não muda, como está escrito em Malaquias 3.6; aliás, o trecho citado deixa claro que não somos consumidos, justamente porque Ele não muda. E aqui, no últimos livro do Antigo Testamento vemos mais uma demonstração do caráter de Deus: sua misericórdia em não nos dar o que de fato merecíamos, ou seja, sermos consumidos pelos nossos pecados.

Vemos nos capítulos que acabamos de ler que os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, foram consumidos pelo fogo de Deus e morreram subitamente em uma punição exemplar por banalizarem o ritual da adoração. Levando em consideração o que já foi dito sobre a imutabilidade de Deus, o que seria de nós se Deus resolvesse analisar como temos oferecido nossa adoração semanal a Ele? Como temos prestado nosso culto a Deus? Com  qual disposição, preparo, dedicação e atenção? Lembremo-nos de Ananias e Safira; lembremo-nos ainda que a história deles foi contada no contexto do Novo Testamento já após a morte e ressurreição de Jesus.

Toda a lei que Deus deu ao seu povo tem o propósito de deixar claro que ele não é mais um deus, mas o único Deus e por isso a dedicação a ele deve ser exclusiva. No detalhamento sobre o que os israelitas poderiam ou não comer, Deus diferenciou as coisas limpas das imundas. Assim como Deus só aceitaria que eles se alimentassem dos animais apropriados, suas vidas deveriam ser apropriadas a Deus. As criaturas puras simbolizavam Israel, enquanto os animais impuros simbolizavam os gentios. Assim como Deus só se relacionava com seu povo separado dos demais, seu povo só deveria se alimentar de animais separados dos que eram inadequados. Com a revelação do Cristo em tornar puro o povo impuro e de ambos os povos (judeus e gentios) fazer somente um, a simbologia da alimentação não se fez mais necessária, mas a mensagem de que devemos ter uma vida santa e separada do pecado deve permanecer, pois assim como Deus é separado de todos os deuses criados, devemos ser separados de toda a prática comum de pecado.


Oração:


Senhor, Deus santo e zeloso, somos agradecidos ao Senhor por não nos consumir em sua ira, uma vez que já o fez consumindo o seu filho em punição de morte na cruz do calvário. Aceitamos o sacrifício expiatório de Cristo e queremos responder em obediência e gratidão por todos os nossos dias. Ajude-nos a viver de forma a te honrar a cada dia como povo santo, povo separado, amém.




terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Devocional 03/02 (Leitura Lv. 7,8,9)

 E eis que, saindo fogo de diante do Senhor, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o seu rosto. Lv. 9.24


Ao nos dedicarmos na leitura do livro de Levíticos, podemos perceber com clareza a importância do sacrifício animal para Deus e para seu povo, pois os exemplos e detalhes são vastos. O motivo central para tamanho nível de detalhamento e abundantes recomendações é que Deus queria um povo separado, santo, e consciente  de que não se pode aproximar do Criador dos Céus e da Terra sem a clareza de que o homem pecou e precisa de resgate e perdão.

O sacrifício pela culpa era semelhante ao sacrifício pelo pecado. Deus não somente perdoou os nossos pecados com base na sua misericórdia e plano redentor através da morte do seu filho, mas, principalmente Cristo assumiu a culpa e sofreu os danos por ela, o que lhe custou o sofrimento na cruz e a própria morte, mesmo sendo inocente.

Ainda que os religiosos judeus não compreendam que todos esses sacrifícios estabelecidos pela lei mosaica simbolizavam algo mais profundo que seriam concluídos nos séculos vindouros, a saber, em Cristo, como lemos na carta do Novo Testamento escrita aos Hebreus, podemos enxergar, pelos olhos da fé, a obra salvífica de Deus revelada desde os primórdios da sua lei para nos alcançar e nos trazer a libertação.


Oração:


Senhor, nos sentimos constrangidos e compelidos a nos dedicarmos a ti a cada dia mais quando contemplamos teu grandioso plano de salvação. Olhamos para Jesus que foi oferecido ao Senhor como sacrifício pela nossa culpa e nos sentimos muito agradecidos, com grande temos por nos dar a salvação imerecida. Ajude-nos a viver uma vida santa e que manifeste nossa gratidão por tudo o que tem feito por nós, em nome de Jesus, amém.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Devocional 02/02 (Leitura Lv. 4,5,6)

 "O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará." Lv. 6.13


As escrituras sagradas nos mostram como era importante o ato do sacrifício animal para que a aproximação a Deus fosse possível. O Senhor estava sendo detalhista ao estabelecer os diversos sacrifícios que deveriam ser feitos a fim de tornar o povo de Israel um povo puro, santo, separado e diferente. O fogo do sacrifício deveria estar constantemente acesso, o sacrifício deveria ser eterno.

Era necessário ficar claro para todo o cidadão pertencente ao povo de Deus que os seus pecados não poderiam ficar impunes. O transgressor deveria pagar pelo erro cometido; se ele não pagasse, alguém deveria pagar no seu lugar, pois Deus é justo e não inocenta o culpado (Naum 1.3). Sempre que o culpado por uma transgressão colocava as mãos sobre a cabeça de um animal inocente que seria imolado por seu pecado, ele deveria olhar e pensar: "Eu é quem deveria estar sendo imolado agora!"

Ora, Deus em sua grande misericórdia nos deu o grande livramento de forma cabal quando decidiu imolar seu próprio filho como a figura do cordeiro inocente, mudo e sem defeito, para que a justiça fosse feita e nós pudéssemos ter o perdão e a comunhão com Deus que nos livrou de sua santa ira. O sacrifício foi perfeito e por isso nossa comunhão pode ser eterna com o Deus eterno.


Oração


Bondoso Deus, nosso coração se constrange ao perceber que merecíamos a morte de cada animal sacrificado, que merecíamos a cruz da condenação de Jesus, mas ainda assim o Senhor nos deu a vida em substituição da morte do seu próprio filho. Obrigado, Senhor, por tão grande amor e pelo teu graciosos plano de salvação. Em Cristo Jesus oramos, amém.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Devocional 01/02 (Leitura Lv. 1,2,3)

 O Senhor já havia estabelecido seu modelo de aproximação com o homem desde o primeiro ato de distanciamento ocorrido no Éden. Tão logo Adão se separou de Deus, procurou resolver seu problema à sua maneira, mas o Senhor proveu peles de animais para esconder a nudez do homem pecador. O primeiro perdão foi resultado da primeira morte. Adão jamais se esqueceria de tal ato, aliás, as suas vestes diárias o lembrariam que ele é quem deveria estar no lugar daquele primeiro animal morto pelo próprio Deus a fim de salvar a Adão, o pecador. 

Caim tentou estabelecer seu próprio modelo de aproximação de Deus, mas foi repreendido pelo Senhor, ao passo que o sacrifício de animais ofertado pelo seu irmão foi aceito e agradável.

O que Moisés estava recebendo do Senhor e repassando ao povo logo após o tabernáculo ter ficado pronto, tabernáculo este que simbolizava a presença de Deus no meio do povo, não era algo novo, mas o estabelecimento formal e organizado de uma prática antiga sobre a forma que devemos nos aproximar Daquele que nos separamos sempre que pecamos. O pecado para ser perdoado deve ser expiado através da pena de morte de alguém. Foi o Que o Senhor disse a Adão caso ele pecasse: "...certamente morrereis". 

É maravilhoso perceber a forma como o Senhor estava estabelecendo sua lei ao povo dando-lhes a oportunidade de se aproximarem do ato de adoração, vendo a forma misericordiosa de Deus perdoando seu povo, ao passo que eles poderiam perceber que a consequência do pecado é a morte, mas o dom gratuito foi provido para lhes dar a vida que ansiavam. Esses sacrifícios seriam revelados um dia de uma forma perfeita, em  Jesus, o Messias libertador, resgatador e expiador dos pecados do seu povo.


Oração


Deus resgatador, bendito e eterno, somos gratos a ti por nos preparar a solução para nossos pecados. Da mesma forma que animais inocentes morriam para que o povo pudesse ser perdoado, assim, o seu filho Jesus precisou morrer para que pudéssemos viver. Não merecemos tão grande amor e misericórdia de tua parte, oh grande Deus. Portanto, recebe nossa gratidão por teu amos e teu plano de redenção revelado a nós, em Cristo Jesus, amém.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Devocional 31/01 (Leitura Ex. 38, 39 , 40)

 Nos impressiona notarmos a riqueza de detalhes com que o relato bíblico relata a construção do tabernáculo, que por sua vez, simbolizaria a presença de Deus no meio do seu povo. Depois de tanto trabalho e esmero é possível imaginarmos como Moisés e o povo devem ter ficado contentes com a conclusão da obra, o que nos remete à criação no Éden, onde, após o término de cada etapa o Senhor exclamava: "muito bom!".

É realmente inspirador notarmos que Deus conduz seu povo com métodos, com objetivos, com propósitos e com detalhes. Nada na história de Deus que permeia nossa conduta terrena está jogado ao acaso; pelo contrário, nossas vidas aqui na Terra estão sendo gerenciadas por um Deus organizado, pelo único Deus que criou tudo e todos de forma planejada, orquestrada e propositada. 

Diante de tal demonstração de cuidado para com seu povo, qual seria o motivo para nos preocuparmos, nos desesperarmos ou ficarmos ansiosos com aquilo que está fora do nosso controle? Não estaria o Deus Criador orquestrando nossas vidas, inclusive por meio de nossas lutas e provações? 


Oração


Poderoso Deus, criador e mantenedor de todas as coisas, como é bom nos lembrarmos do seu cuidado para com seu povo mediante a leitura da sua palavra onde podemos perceber que o Senhor segue um propósito detalhado para sua obra através de nossas vidas. Que essas verdades escritas na sua palavra nos sejam suficientes para não esquecermos jamais que o Senhor está no controle de tudo, em cada detalhe, em cada circunstância. Em Jesus Cristo oramos agradecidos por teu cuidado e governo, amém.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Devocional 30/01 (Leitura Ex. 35, 36, 37)

 Embora o povo de Israel tivesse insultado o Senhor ao pedir a Arão que lhes fizessem ídolos como sendo seus deuses, a misericórdia do Senhor Deus triunfou sobre o juízo (Tg. 2.13) e podemos ver o Deus misericordioso entregando novas tábuas das leis que os guiaria em sua jornada para a terra prometida.

É importante lembrar como Moisés destacou a lei sobre o descanso sabático em dedicação ao Senhor nas duas ocasiões em que as tabuas da lei foram entregues a ele. Os dez mandamentos eram importantes, mas o destaque para a dedicação a Deus no ciclo de um em sete dias é evidenciado com grande ênfase, visto que o Senhor queria ser lembrado e adorado como o Deus criador, que criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Essa seria a principal marca desse distinto povo monoteísta que adorava o único Deus Criador, o grande "Eu Sou".

É maravilhosos perceber como Moisés foi cuidadoso em detalhar como Deus estava instituindo o ambiente de adoração do seu povo através da construção do tabernáculo bem como de todos os seus utensílios, evidenciando assim que Deus queria ser adorado de uma forma singular, à maneira que ele mesmo estabeleceu e não segundo a concepção do que cada um achava que deveria ser, como Caim tentou fazer ao oferecer um sacrifício que foi rejeitado pelo Senhor ao passo que o de seu irmão foi aceito. A adoração a Deus não deve seguir nossas mentes criativas, mas o método estabelecido por aquele que chama-nos para a adoração do seu santo nome.

Como tem sido sua dedicação e adoração a Deus? De que modo você tem vivido seus dias enquanto o Deus criador requer de cada um de nós um modelo claro de devoção e adoração?


Oração


Bondoso Deus, louvamos o teu nome por nos nos esclarecer o caminho da adoração ao Senhor. Temos o privilégio de adorar o Deus criador de tudo e de todos, o único Deus. De forma detalhada e organizada o Senhor tem guiado seu povo no decorrer de milênios e por isso queremos render-te adoração pelo amor concedido a nós, escolhendo-nos a fim de te conhecer e tornar teu nome conhecido ao passo que buscamos obedecer sua lei, à sua maneira. Em Cristo Jesus, amém. 

Devocional 29/01 (Leitura Ex. 32, 33, 34)

 Parece-nos espantoso o trecho da história em que o povo de Israel se corrompeu tão rapidamente durante os dias em que Moisés esteve no monte Sinai recebendo as orientações de Deus para a nação que se formava sob as diretrizes do Altíssimo. Perceba o que diz o versículo primeiro do capítulo 32: 

"Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós..."

Pensemos um pouco sobre isso. Talvez seja algo muito próximo ao que acontece conosco quando, por exemplo, saímos de um domingo de adoração ao Senhor num culto semanal, cheios de alegria pela oportunidade de reencontrar os irmãos e louvar a Deus. Todavia, tão logo chegamos em casa, nos deleitamos em nossos próprios prazeres, falamos o que não devíamos, brigamos, discutimos, pecamos, como se Deus não estivesse lá.

É importante nos lembrarmos que temos uma tendência natural de distanciarmo-nos de Deus tão logo estejamos longe dos olhares dos nossos "Moiséses". Esquecemos que nossos líderes espirituais não estão em todos os lugares; aquilo que na maioria das vezes nos traz um freio moral para nossas tendências pecaminosas naturais não se fazem presentes 24 horas do nosso dia a dia; nossos pais, esposas e maridos, filhos ou mesmo os irmãos na fé. Todavia, "os olhos do Senhor estão em todos os lugares..." 

Conforta-nos, porém, em saber que o Deus escolheu seu povo e os fez sair da terra do Egito, dando-lhes leis perfeitas e sublimes regras de conduta é o mesmo Deus que nos conduz no caminho de salvação eterna, nos perdoando e dando-nos uma nova oportunidade de fazermos diferente, mais e fazer melhor que aquilo que temos feito quando pecamos contra o Altíssimo.


Oração


Senhor Deus amado, ajude-nos a vencer nossa propensão natural ao erro. Ajuda-nos a olhar a história do teu povo no deserto e aprender com os erros deles, para que não caiamos mais em erros tão grosseiros de modo a despertar tua santa e justa ira contra nós. Somos gratos pelo sacrifício do teu filho Jesus que tem aplacado teu furor e pela tua bondade em continuar concedendo-nos tua lei para avançarmos a cada dia para nosso alvo em direção a ti. Amém.