segunda-feira, 14 de março de 2022

Devocional 04/02 (Leitura Lv. 10,11,12)

Falou também o Senhor a Arão, dizendo: Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo e para ensinardes aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado por intermédio de Moisés. Lv. 10.8-11.

Infelizmente, em nosso imaginário popular, tendenciamos e enxergar o Deus do chamado Antigo Testamento como um ser bravo, duro e sem misericórdia, ao passo que quando ouvimos sobre o Novo Testamento, passamos a ver esse Deus como misericordioso, bondoso e até mesmo compassivo "demais". Mas isso é uma mera ilusão, pois o Senhor não muda, como está escrito em Malaquias 3.6; aliás, o trecho citado deixa claro que não somos consumidos, justamente porque Ele não muda. E aqui, no últimos livro do Antigo Testamento vemos mais uma demonstração do caráter de Deus: sua misericórdia em não nos dar o que de fato merecíamos, ou seja, sermos consumidos pelos nossos pecados.

Vemos nos capítulos que acabamos de ler que os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, foram consumidos pelo fogo de Deus e morreram subitamente em uma punição exemplar por banalizarem o ritual da adoração. Levando em consideração o que já foi dito sobre a imutabilidade de Deus, o que seria de nós se Deus resolvesse analisar como temos oferecido nossa adoração semanal a Ele? Como temos prestado nosso culto a Deus? Com  qual disposição, preparo, dedicação e atenção? Lembremo-nos de Ananias e Safira; lembremo-nos ainda que a história deles foi contada no contexto do Novo Testamento já após a morte e ressurreição de Jesus.

Toda a lei que Deus deu ao seu povo tem o propósito de deixar claro que ele não é mais um deus, mas o único Deus e por isso a dedicação a ele deve ser exclusiva. No detalhamento sobre o que os israelitas poderiam ou não comer, Deus diferenciou as coisas limpas das imundas. Assim como Deus só aceitaria que eles se alimentassem dos animais apropriados, suas vidas deveriam ser apropriadas a Deus. As criaturas puras simbolizavam Israel, enquanto os animais impuros simbolizavam os gentios. Assim como Deus só se relacionava com seu povo separado dos demais, seu povo só deveria se alimentar de animais separados dos que eram inadequados. Com a revelação do Cristo em tornar puro o povo impuro e de ambos os povos (judeus e gentios) fazer somente um, a simbologia da alimentação não se fez mais necessária, mas a mensagem de que devemos ter uma vida santa e separada do pecado deve permanecer, pois assim como Deus é separado de todos os deuses criados, devemos ser separados de toda a prática comum de pecado.


Oração:


Senhor, Deus santo e zeloso, somos agradecidos ao Senhor por não nos consumir em sua ira, uma vez que já o fez consumindo o seu filho em punição de morte na cruz do calvário. Aceitamos o sacrifício expiatório de Cristo e queremos responder em obediência e gratidão por todos os nossos dias. Ajude-nos a viver de forma a te honrar a cada dia como povo santo, povo separado, amém.




terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Devocional 03/02 (Leitura Lv. 7,8,9)

 E eis que, saindo fogo de diante do Senhor, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o seu rosto. Lv. 9.24


Ao nos dedicarmos na leitura do livro de Levíticos, podemos perceber com clareza a importância do sacrifício animal para Deus e para seu povo, pois os exemplos e detalhes são vastos. O motivo central para tamanho nível de detalhamento e abundantes recomendações é que Deus queria um povo separado, santo, e consciente  de que não se pode aproximar do Criador dos Céus e da Terra sem a clareza de que o homem pecou e precisa de resgate e perdão.

O sacrifício pela culpa era semelhante ao sacrifício pelo pecado. Deus não somente perdoou os nossos pecados com base na sua misericórdia e plano redentor através da morte do seu filho, mas, principalmente Cristo assumiu a culpa e sofreu os danos por ela, o que lhe custou o sofrimento na cruz e a própria morte, mesmo sendo inocente.

Ainda que os religiosos judeus não compreendam que todos esses sacrifícios estabelecidos pela lei mosaica simbolizavam algo mais profundo que seriam concluídos nos séculos vindouros, a saber, em Cristo, como lemos na carta do Novo Testamento escrita aos Hebreus, podemos enxergar, pelos olhos da fé, a obra salvífica de Deus revelada desde os primórdios da sua lei para nos alcançar e nos trazer a libertação.


Oração:


Senhor, nos sentimos constrangidos e compelidos a nos dedicarmos a ti a cada dia mais quando contemplamos teu grandioso plano de salvação. Olhamos para Jesus que foi oferecido ao Senhor como sacrifício pela nossa culpa e nos sentimos muito agradecidos, com grande temos por nos dar a salvação imerecida. Ajude-nos a viver uma vida santa e que manifeste nossa gratidão por tudo o que tem feito por nós, em nome de Jesus, amém.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Devocional 02/02 (Leitura Lv. 4,5,6)

 "O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará." Lv. 6.13


As escrituras sagradas nos mostram como era importante o ato do sacrifício animal para que a aproximação a Deus fosse possível. O Senhor estava sendo detalhista ao estabelecer os diversos sacrifícios que deveriam ser feitos a fim de tornar o povo de Israel um povo puro, santo, separado e diferente. O fogo do sacrifício deveria estar constantemente acesso, o sacrifício deveria ser eterno.

Era necessário ficar claro para todo o cidadão pertencente ao povo de Deus que os seus pecados não poderiam ficar impunes. O transgressor deveria pagar pelo erro cometido; se ele não pagasse, alguém deveria pagar no seu lugar, pois Deus é justo e não inocenta o culpado (Naum 1.3). Sempre que o culpado por uma transgressão colocava as mãos sobre a cabeça de um animal inocente que seria imolado por seu pecado, ele deveria olhar e pensar: "Eu é quem deveria estar sendo imolado agora!"

Ora, Deus em sua grande misericórdia nos deu o grande livramento de forma cabal quando decidiu imolar seu próprio filho como a figura do cordeiro inocente, mudo e sem defeito, para que a justiça fosse feita e nós pudéssemos ter o perdão e a comunhão com Deus que nos livrou de sua santa ira. O sacrifício foi perfeito e por isso nossa comunhão pode ser eterna com o Deus eterno.


Oração


Bondoso Deus, nosso coração se constrange ao perceber que merecíamos a morte de cada animal sacrificado, que merecíamos a cruz da condenação de Jesus, mas ainda assim o Senhor nos deu a vida em substituição da morte do seu próprio filho. Obrigado, Senhor, por tão grande amor e pelo teu graciosos plano de salvação. Em Cristo Jesus oramos, amém.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Devocional 01/02 (Leitura Lv. 1,2,3)

 O Senhor já havia estabelecido seu modelo de aproximação com o homem desde o primeiro ato de distanciamento ocorrido no Éden. Tão logo Adão se separou de Deus, procurou resolver seu problema à sua maneira, mas o Senhor proveu peles de animais para esconder a nudez do homem pecador. O primeiro perdão foi resultado da primeira morte. Adão jamais se esqueceria de tal ato, aliás, as suas vestes diárias o lembrariam que ele é quem deveria estar no lugar daquele primeiro animal morto pelo próprio Deus a fim de salvar a Adão, o pecador. 

Caim tentou estabelecer seu próprio modelo de aproximação de Deus, mas foi repreendido pelo Senhor, ao passo que o sacrifício de animais ofertado pelo seu irmão foi aceito e agradável.

O que Moisés estava recebendo do Senhor e repassando ao povo logo após o tabernáculo ter ficado pronto, tabernáculo este que simbolizava a presença de Deus no meio do povo, não era algo novo, mas o estabelecimento formal e organizado de uma prática antiga sobre a forma que devemos nos aproximar Daquele que nos separamos sempre que pecamos. O pecado para ser perdoado deve ser expiado através da pena de morte de alguém. Foi o Que o Senhor disse a Adão caso ele pecasse: "...certamente morrereis". 

É maravilhoso perceber a forma como o Senhor estava estabelecendo sua lei ao povo dando-lhes a oportunidade de se aproximarem do ato de adoração, vendo a forma misericordiosa de Deus perdoando seu povo, ao passo que eles poderiam perceber que a consequência do pecado é a morte, mas o dom gratuito foi provido para lhes dar a vida que ansiavam. Esses sacrifícios seriam revelados um dia de uma forma perfeita, em  Jesus, o Messias libertador, resgatador e expiador dos pecados do seu povo.


Oração


Deus resgatador, bendito e eterno, somos gratos a ti por nos preparar a solução para nossos pecados. Da mesma forma que animais inocentes morriam para que o povo pudesse ser perdoado, assim, o seu filho Jesus precisou morrer para que pudéssemos viver. Não merecemos tão grande amor e misericórdia de tua parte, oh grande Deus. Portanto, recebe nossa gratidão por teu amos e teu plano de redenção revelado a nós, em Cristo Jesus, amém.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Devocional 31/01 (Leitura Ex. 38, 39 , 40)

 Nos impressiona notarmos a riqueza de detalhes com que o relato bíblico relata a construção do tabernáculo, que por sua vez, simbolizaria a presença de Deus no meio do seu povo. Depois de tanto trabalho e esmero é possível imaginarmos como Moisés e o povo devem ter ficado contentes com a conclusão da obra, o que nos remete à criação no Éden, onde, após o término de cada etapa o Senhor exclamava: "muito bom!".

É realmente inspirador notarmos que Deus conduz seu povo com métodos, com objetivos, com propósitos e com detalhes. Nada na história de Deus que permeia nossa conduta terrena está jogado ao acaso; pelo contrário, nossas vidas aqui na Terra estão sendo gerenciadas por um Deus organizado, pelo único Deus que criou tudo e todos de forma planejada, orquestrada e propositada. 

Diante de tal demonstração de cuidado para com seu povo, qual seria o motivo para nos preocuparmos, nos desesperarmos ou ficarmos ansiosos com aquilo que está fora do nosso controle? Não estaria o Deus Criador orquestrando nossas vidas, inclusive por meio de nossas lutas e provações? 


Oração


Poderoso Deus, criador e mantenedor de todas as coisas, como é bom nos lembrarmos do seu cuidado para com seu povo mediante a leitura da sua palavra onde podemos perceber que o Senhor segue um propósito detalhado para sua obra através de nossas vidas. Que essas verdades escritas na sua palavra nos sejam suficientes para não esquecermos jamais que o Senhor está no controle de tudo, em cada detalhe, em cada circunstância. Em Jesus Cristo oramos agradecidos por teu cuidado e governo, amém.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Devocional 30/01 (Leitura Ex. 35, 36, 37)

 Embora o povo de Israel tivesse insultado o Senhor ao pedir a Arão que lhes fizessem ídolos como sendo seus deuses, a misericórdia do Senhor Deus triunfou sobre o juízo (Tg. 2.13) e podemos ver o Deus misericordioso entregando novas tábuas das leis que os guiaria em sua jornada para a terra prometida.

É importante lembrar como Moisés destacou a lei sobre o descanso sabático em dedicação ao Senhor nas duas ocasiões em que as tabuas da lei foram entregues a ele. Os dez mandamentos eram importantes, mas o destaque para a dedicação a Deus no ciclo de um em sete dias é evidenciado com grande ênfase, visto que o Senhor queria ser lembrado e adorado como o Deus criador, que criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Essa seria a principal marca desse distinto povo monoteísta que adorava o único Deus Criador, o grande "Eu Sou".

É maravilhosos perceber como Moisés foi cuidadoso em detalhar como Deus estava instituindo o ambiente de adoração do seu povo através da construção do tabernáculo bem como de todos os seus utensílios, evidenciando assim que Deus queria ser adorado de uma forma singular, à maneira que ele mesmo estabeleceu e não segundo a concepção do que cada um achava que deveria ser, como Caim tentou fazer ao oferecer um sacrifício que foi rejeitado pelo Senhor ao passo que o de seu irmão foi aceito. A adoração a Deus não deve seguir nossas mentes criativas, mas o método estabelecido por aquele que chama-nos para a adoração do seu santo nome.

Como tem sido sua dedicação e adoração a Deus? De que modo você tem vivido seus dias enquanto o Deus criador requer de cada um de nós um modelo claro de devoção e adoração?


Oração


Bondoso Deus, louvamos o teu nome por nos nos esclarecer o caminho da adoração ao Senhor. Temos o privilégio de adorar o Deus criador de tudo e de todos, o único Deus. De forma detalhada e organizada o Senhor tem guiado seu povo no decorrer de milênios e por isso queremos render-te adoração pelo amor concedido a nós, escolhendo-nos a fim de te conhecer e tornar teu nome conhecido ao passo que buscamos obedecer sua lei, à sua maneira. Em Cristo Jesus, amém. 

Devocional 29/01 (Leitura Ex. 32, 33, 34)

 Parece-nos espantoso o trecho da história em que o povo de Israel se corrompeu tão rapidamente durante os dias em que Moisés esteve no monte Sinai recebendo as orientações de Deus para a nação que se formava sob as diretrizes do Altíssimo. Perceba o que diz o versículo primeiro do capítulo 32: 

"Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós..."

Pensemos um pouco sobre isso. Talvez seja algo muito próximo ao que acontece conosco quando, por exemplo, saímos de um domingo de adoração ao Senhor num culto semanal, cheios de alegria pela oportunidade de reencontrar os irmãos e louvar a Deus. Todavia, tão logo chegamos em casa, nos deleitamos em nossos próprios prazeres, falamos o que não devíamos, brigamos, discutimos, pecamos, como se Deus não estivesse lá.

É importante nos lembrarmos que temos uma tendência natural de distanciarmo-nos de Deus tão logo estejamos longe dos olhares dos nossos "Moiséses". Esquecemos que nossos líderes espirituais não estão em todos os lugares; aquilo que na maioria das vezes nos traz um freio moral para nossas tendências pecaminosas naturais não se fazem presentes 24 horas do nosso dia a dia; nossos pais, esposas e maridos, filhos ou mesmo os irmãos na fé. Todavia, "os olhos do Senhor estão em todos os lugares..." 

Conforta-nos, porém, em saber que o Deus escolheu seu povo e os fez sair da terra do Egito, dando-lhes leis perfeitas e sublimes regras de conduta é o mesmo Deus que nos conduz no caminho de salvação eterna, nos perdoando e dando-nos uma nova oportunidade de fazermos diferente, mais e fazer melhor que aquilo que temos feito quando pecamos contra o Altíssimo.


Oração


Senhor Deus amado, ajude-nos a vencer nossa propensão natural ao erro. Ajuda-nos a olhar a história do teu povo no deserto e aprender com os erros deles, para que não caiamos mais em erros tão grosseiros de modo a despertar tua santa e justa ira contra nós. Somos gratos pelo sacrifício do teu filho Jesus que tem aplacado teu furor e pela tua bondade em continuar concedendo-nos tua lei para avançarmos a cada dia para nosso alvo em direção a ti. Amém. 


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Devocional 28/01 (Leitura Ex. 29, 30, 31)

"Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo ali." Êxodo 29.42

O Senhor criou o mundo perfeito e não foi pego de surpresa pelo advento do pecado de Adão que contaminou toda a humanidade. Pelo contrário, ele já tinha um plano de redenção preparado para a salvação do homem desde a fundação do mundo.

Podemos perceber o cuidado de Deus em preparar a mentalidade e a cultura do seu povo para o fato de que, "sem derramamento de sangue não há remissão para o pecado".
O povo deveria ter em mente que, aqueles animais que morriam constantemente e a cada ano, representava a eles próprios, como substitutos pelos seus pecados.

Não pode ser diferente conosco hoje, que temos as escrituras e a cultura hebraica como diretriz, apontando para o sacrifício perfeito que haveria de vir, a saber, Jesus, o Cristo, o cordeiro pascal que, de forma definitiva, expirou nossos pecados para nós aproximar de Deus. Você pode observar esse sacrifício feito e tendo efeito a cada dia na sua vida, principalmente no dia de descanso designado pelo Senhor para o culto sabático?

Oração:

Senhor, somos agradecidos a ti pela misericórdia do seu plano de reconciliação.
Não podíamos pagar o preço pelos nossos pecados, pois ele era muito alto. Mas vindo a nós o Cristo, o seu próprio filho para morrer em nosso lugar, podemos hoje ter confiança e gratidão ao entrar na tua presença para uma íntima comunhão contigo.
Obrigado pela tua graça sobre nós. Amém.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Devocional 27/01/2014 (Leitura Ex. 26, 27, 28)

"Na tenda da congregação, fora do véu que está diante do testemunho, Arão e seus filhos as porão em ordem, desde a tarde até a manhã, perante o Senhor; isto será um estatuto perpétuo para os filhos de Israel, pelas suas gerações." Êxodo 27:21

A riqueza de detalhes descrita neste trecho das escrituras, impressiona até o mais desatento.
O Senhor estabelece de forma minuciosa as medidas e os materiais que deveriam ser usados na construção do tabernáculo, aquele que figuraria a separação do povo e do seu Deus, ao passo que, se entrassem no local Santo sem a permissão, seriam fulminados, ao mesmo tempo que expressa a benção de um Deus que habita no meio do seu povo e que quer se relacionar com ele de forma contínua.

Tal riqueza de detalhes, não deveria expressar um Deus controlador, mas um Deus de amor.
O Senhor queria deixar claro para os israelitas a dependência que tinham do Deus que os havia tirado com braços fortes da terra do Egito, queria mostrar que cada detalhe da vida deles deveria ser guiado pelas diretrizes daquele que os havia amado e salvado.

Há duas m,aneiras de enxergar o relacionamento do homem com Deus: Controlador ou zeloso.
Saber que o Deus que criou tudo do nada, deveria nos inspirar a confiar que ele tem um caminho mais elevado que o meu, uma solução mais sabia que a minha, uma resolução mais eficaz que a que eu nem mesmo havia concebido.

Mediante as ordenanças das escrituras sagradas, qual tem sido sua postura diária, a sua percepção em relação ao Senhor? Será que você pode contemplar um Deus que tem sua vida planejada, um caminho traçado e assim descansar mesmo em meio as lutas e aflições?

Oração:

Senhor amado, graças te damos por sabermos que o Senhor cuida de nós em detalhes que nem imaginamos ser tão importantes para que seus planos sejam executados em nós em por nós. Nos ajude a continuar confiando em ti e lembrando-nos que cada detalhe das nossas vidas estão submissos aos seus planos e objetivos. Em nome de Jesus, amém.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Devocional 25/01/2014 (Leitura Ex. 23, 24, 25)

"E servireis ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades."  Êxodo 23:25

É realmente inspirador saber que o próprio Deus, o único Deus, criador dos céus, da Terra, dos mares e de tudo o que há neles, se importa com seu povo a ponto de detalhar sua lei com um padrão de ética tão elevado.
Ao chamar seu povo da terra do Egito, Deus estava formando um povo que refletia a essência do seu próprio caráter.

Em tempos sombrios que vivemos nos setores jurídicos que atuam nas nações, especialmente no Brasil, é confortante saber que temos um Deus que é chamado de "justo juiz". Enquanto o Supremo Tribunal Federal corrompe a constituição ao favorecer o homem mal, ao subjugar instâncias inferiores como incapazes de condenar o culpado, podemos olhar para as escrituras sagradas e ver um legislador que realmente se preocupa com o direito sem distinção. Note os versículos 1 ao 9 do capítulo 23 de êxodo:

Não admitirás falso boato, e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa.
Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito.
Nem ao pobre favorecerás na sua demanda.
Se encontrares o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, desgarrado, sem falta lho reconduzirás.
Se vires o jumento, daquele que te odeia, caído debaixo da sua carga, deixarás pois de ajudá-lo? Certamente o ajudarás a levantá-lo.
Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda.
De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio.
Também suborno não tomarás; porque o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos.
Também não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.


O Senhor estava preparando seu povo para ser luz às nações, exemplo aos infiéis e guia aos cegos.
De nada adiantaria celebrarem as festas que memoravam os feitos de Deus se o amor ao próximo não fosse manifestado na justiça que os cercava no dia a dia.

Qual tem sido sua postura diária em relação à justiça para com seu próximo? Você tem se preocupado em cumprir a ordenança de ia à igreja semanalmente sem antes praticar a justiça para com o que está ao seu lado? Se isso tem acontecido, antes de querer mudar o STF, arrependa-se e mude hoje mesmo seu coração em relação ao próximo; influencie sua família para que ela influencie sua comunidade e assim atinja as cidades e estados. Essa é a luz que brilha de forma eficiente frente a um mundo caído.

Oração:

Poderoso e grande Deus, rogamos a ti que nos ensine a amar ao Senhor acima de todas as coisas e como consequência deste amor e dedicação, possamos amar nosso próximo e praticar a justiça em cada ação do nosso dia a dia. Não nos permita tornarmo-nos meros religiosos que guardam datas e leis aparentes mas negligenciam o direito ao pobre e ao oprimido que estão ao nosso lado. Manifeste tua mão de poder sobre os que detém a decisão da justiça no nosso país e não nos permita esquecer que, ainda que os que detém a toga julguem injustamente, o Senhor, o justo juiz, continua no controle, regendo o mundo, regendo cada nação.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Devocional 24/01/2014 (Leitura Ex. 20,21,22)



“Eu sou o Senhor que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.” Ex. 20:2,3

Com toda a certeza podemos afirmar que esse é um dos textos mais conhecidos de toda a bíblia, o texto que relata os dez mandamentos.
Algo muito interessante é que à medida que avançamos os capítulos, podemos ver uma introdução, uma amostra de um sistema de leis que demonstram a preocupação e o cuidado de Deus com a justiça. Nem mesmo os animais são isentos do sistema da justiça de Deus. Realmente a lei de Deus é perfeita e sua vontade agradável.

Para mim, por longos anos da minha infância como católico romano, em todas as aulas do catecismo, a interpretação e aplicação de Êxodo capítulo vinte foram comprimidas e dominadas por um sistema de dogmas da igreja romana, de modo que o primeiro mandamento praticamente perdeu a força exata da sua expressão: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” Ex. 20 3-5. Esse mandamento foi substituído para um texto verdadeiro, porém desprovido da força do seu propósito original quando buscamos uma aplicação completa dentro do contexto do mandamento. Veja como a igreja romana transmite esse mandamento: “Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.” Compêndio do catecismo da igreja católica. É claro que lhes convinha esse resumo.

Nesse texto o Senhor deixa claro que Ele deve ocupar o lugar de primazia em nossas vidas. Muitas vezes, os crentes em Cristo têm permitido que “outros deuses” como o trabalho, o desejo exagerado pelo sucesso e pela fama, um bem material ou até mesmo algum pecado regular, ocupe o lugar de primazia no nosso coração. Lugar esse que somente o Senhor deveria ocupar. Não estaria na hora de repensarmos uma faxina espiritual em nossos corações, em nossos sentimentos?

Oração:
Pai bendito e amado, podemos dizer a ti como cantava o salmista: “Oh, como amo a tua lei” A tua justiça expressa no Antigo testamento e revelada no Novo através do teu amado Filho Jesus, nos traz alegria e gratidão em saber que existe um Deus que nos protege com mandamentos que convergem para o nosso bem. Somos gratos pela tua lei, e pela manifestação da tua graça. Em nome de Jesus, amém!

Devocional 23/01/2014 (Leitura Ex. 17,18,19)



“... Porque nos fizestes subir do Egito para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?” Ex. 17:3

Poucos dias após experimentar algumas das maiores manifestações de Deus aos homens, o povo de Israel entra num ciclo vicioso de murmurações.
Já haviam reclamado frente ao mar vermelho, Deus então lhes abriu o mar. Murmuraram em Mara pelas águas amargas, Deus as torna doces. Reclamaram a falta de comida e Deus envia codornizes e o Maná no mesmo dia, o pão que diariamente caia do céu. Agora estão a pressionar Moisés com duras palavras exigindo o direito de beberem da água em abundância. Isso foi em Meribá, e o Senhor lhes faz água brotar da rocha.

Não devia ser nada fácil para Moisés guiar esse povo que mesmo tendo visto feitos miraculosos e gloriosos da parte do Senhor, imediatamente se punham a murmurar ou a tentar a Deus tão logo uma adversidade lhes aparecia. Moisés era paciencioso e essa liderança estava levando-o a desenvolver características que são intrínsecas ao Senhor, como a paciência, a longanimidade e a misericórdia. Ele dependia e confiava a resolução dos seus problemas em relação ao povo de uma forma única e exclusiva à provisão do Senhor.

As dificuldades que você tem enfrentado tem levado você a se submeter mais ao Senhor em dependência e confiança, assim como Moisés, ou suas ações mediante os problemas tem sido parecidas com o povo de Israel no deserto: Murmuração, ingratidão e desconfiança ?

Oração:
Poderoso Senhor, nossa Bandeira e nosso Galardão! Precisamos da tua forte mão removendo dos nossos corações todas as características de comportamento que se assemelham ao povo de Israel e seu comportamento no deserto. Precisamos da sua mão para nos dar um coração quebrantado, grato e confiante. Ajuda-nos em nome de Jesus, amém!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Devocional 22/01/2014 (Leitura Ex. 14,15,16)

"E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, e saberão os egípcios que eu sou o Senhor. E eles fizeram assim". Ex 14:4
Este tem sido um tema um tanto quanto controverso, e digno de debates teológicos acirrados. Mas o fato glorioso nessa passagem das escrituras é que Deus se mostra soberano e conhecedor, dominador e poderoso para fazer o que jamais qualquer homem poderia fazer, pensar ou imaginar.

O povo de Israel amargava 430 anos distantes da promessa da terra prometida, e muitos deles achavam que morreriam como escravos do Egito. Em seu grande poder Deus tira seu povo debaixo do jugo de Faraó  com infalíveis provas e evidências de que Ele é quem fazia essa obra. Vemos aqui Deus endurecendo o coração de Faraó, onde o Senhor permite que todo o potencial maligno do rei egípcio aflore contra os filhos de Deus, de modo que ele volta atrás de sua decisão mesmo após a pior das pragas, a morte dos primogênitos, inclusive do primogênito de Faraó. Esse era o endurecimento, essa era a pior pena que ele poderia sofrer das mãos de Deus. O Senhor não tenta a ninguém a pecar, e não o fez com Faraó. O que o Senhor fez foi liberar a capacidade maligna contida no coração daquele rei ímpio e maldoso.

Que duro juízo é esse de podermos fazer o que deseja nosso enganoso coração!
Essa é a pior pena que o mundo pode sofrer, ter as rédias de Deus que controlam o mundo para que ele não vire um caos, retiradas por completo.
Quanto a nós, o Senhor tem nos libertado com suas fortes mãos do mundo de pecado, e por maior que seja a Fúria do diabo contra nós, tudo o que nos aflige converge para um mesmo lugar: A glória de Deus. Não merece nossa devoção e adoração um Deus tão grande assim?

Oração:
Poderoso e grande Deus, como sentimos segurança em teus planos após contemplar uma tão poderosa salvação como a que tu realizastes com os teus filhos na saída do Egito. Ajuda-nos a confiar em ti quando os exércitos do inimigo avançarem contra nós e mostra-nos tua mão forte abrindo-nos o mar para que triunfemos sobre os perigos que tentam nos assolar. Em nome de Jesus, amém.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Devocional 17/01/2014 (Leitura Gn 49,50, Ex 1)



“E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José... e puseram sobre eles (o povo de Israel) maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas... Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam...” Ex 1:8,11,12

José teria sido um ícone ímpar na história do Egito, reconhecido como “aquele que, após interpretar os sonhos de Faraó, tornou-se o exímio governador, responsável por livrar o Egito da fome que assolou o mundo antigo” Todavia, após a sua morte, levantou-se um Faraó que não conhecia os feitos poderosos de Deus através da vida de José. O povo que outrora fora privilegiado pelo imperador egípcio usufruindo o melhor daquela terra, agora se encontra como escravo e afligido.
O mais interessante é que a despeito das estratégias dos egípcios para barrar o crescimento dos hebreus, quanto mais os afligiam e os penalizavam, mais eles cresciam e prosperavam.

O povo de Abraão, Isaque e Jacó estavam debaixo de uma promessa, e as aflições que eles enfrentavam não era coincidência, acaso ou surpresa. Foi profetizado pelo Senhor a aflição que eles passariam nessa terra, mas de igual modo, havia também uma promessa de libertação. Essa é a empolgante e encorajadora história do livro de Êxodo, onde veremos os poderosos feitos de Deus para tirar o seu povo do Egito, conduzindo-os para a terra prometida – Canaã.

Não importa se aqueles que exercem poder sobre você nem ao menos te conhecem. Não importa se seu chefe, seus amigos ou familiares não lhe reconhecem, realmente não é importante. O que importa é que somos conhecidos por Deus, e ainda que as aflições tentem nos limitar, continuaremos crescendo em graça e conhecimento, rumo àquele lugar que nos está prometido e separado, nosso lar – a Canaã Celestial.

Oração:
Senhor nosso Deus e Pai amado, muito obrigado por nos lembrar que em todas as nossas aflições o Senhor está conosco. Obrigado por nos confortar através do teu Espírito Santo quando nos sentimos tristes ou quando não temos o reconhecimento que esperávamos. Abre nossos olhos para vermos o que realmente importa: Ser amado pelo teu filho e conduzido por Ele. É no nome do teu filho que oramos, amém.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Devocional 16/01/2014 (Leitura Gn 46,47,48)



“E disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer ao Egito, porque eu te farei ali uma grande nação. E descerei contigo ao Egito, e certamente te farei tornar a subir...”. Gn. 46:3,4

Nas pregações mais tradicionais, Egito sempre foi sinônimo de mundanismo e perdição. Não o foi exatamente assim nos dias de José, muito embora a cultura egípcia fosse pagã.
Deus envia uma grande fome sobre a terra, mas provê para o seu povo eleito um escape junto ao grande rei daquela época e lá a pequena família de Jacó, agora chamado Israel, composta de apenas setenta pessoas se tornaria próspera e em quatro séculos seria multiplicada, transformando-se em milhões de hebreus em uma terra que não era sua.

De modo semelhante aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, o Senhor nos tem chamado de uma terra de paganismo (o mundo e seu sistema secular e pecaminoso) e nos tem prometido uma terra, celestial. Na caminhada até esse lar celestial, permanecemos no mundo secular, mas agora como peregrinos e forasteiros. Ainda que obra das nossas mãos prospere nessa terra passageira, devemos sempre ter em mente que nosso lar não é aqui. Assim com Deus usou a Faraó para conceder o melhor da terra do Egito, a terra de Gósen, devemos estar cientes de que pode-se levantar momentos contrários nesta terra, como futuramente aconteceria aos hebreus. Mas temos a firme esperança do retorno à Canaã celestial, nosso lar eterno e prometido, junto ao Rei que nos amou, nos salvou e nos separou para a glória do seu nome.

Oração:
Pai bendito e amado, sentimos tanto conforto em ti sabendo que não importa os lugares que caminharemos até chegar à Canaã celestial, a tua boa mão estará a nos guiar. Sabemos que teremos aflições aqui, mas podemos descansar em ti e termos bom ânimo, pois o seu amado filho Jesus já venceu o mundo. Guarda nosso coração nessa terra, e guia nossos olhos para a mansão celestial, a prometida Nova Jerusalém. Em nome de Jesus, amém.