quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Devocional 24/01/2014 (Leitura Ex. 20,21,22)



“Eu sou o Senhor que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.” Ex. 20:2,3

Com toda a certeza podemos afirmar que esse é um dos textos mais conhecidos de toda a bíblia, o texto que relata os dez mandamentos.
Algo muito interessante é que à medida que avançamos os capítulos, podemos ver uma introdução, uma amostra de um sistema de leis que demonstram a preocupação e o cuidado de Deus com a justiça. Nem mesmo os animais são isentos do sistema da justiça de Deus. Realmente a lei de Deus é perfeita e sua vontade agradável.

Para mim, por longos anos da minha infância como católico romano, em todas as aulas do catecismo, a interpretação e aplicação de Êxodo capítulo vinte foram comprimidas e dominadas por um sistema de dogmas da igreja romana, de modo que o primeiro mandamento praticamente perdeu a força exata da sua expressão: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.” Ex. 20 3-5. Esse mandamento foi substituído para um texto verdadeiro, porém desprovido da força do seu propósito original quando buscamos uma aplicação completa dentro do contexto do mandamento. Veja como a igreja romana transmite esse mandamento: “Adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas.” Compêndio do catecismo da igreja católica. É claro que lhes convinha esse resumo.

Nesse texto o Senhor deixa claro que Ele deve ocupar o lugar de primazia em nossas vidas. Muitas vezes, os crentes em Cristo têm permitido que “outros deuses” como o trabalho, o desejo exagerado pelo sucesso e pela fama, um bem material ou até mesmo algum pecado regular, ocupe o lugar de primazia no nosso coração. Lugar esse que somente o Senhor deveria ocupar. Não estaria na hora de repensarmos uma faxina espiritual em nossos corações, em nossos sentimentos?

Oração:
Pai bendito e amado, podemos dizer a ti como cantava o salmista: “Oh, como amo a tua lei” A tua justiça expressa no Antigo testamento e revelada no Novo através do teu amado Filho Jesus, nos traz alegria e gratidão em saber que existe um Deus que nos protege com mandamentos que convergem para o nosso bem. Somos gratos pela tua lei, e pela manifestação da tua graça. Em nome de Jesus, amém!

Devocional 23/01/2014 (Leitura Ex. 17,18,19)



“... Porque nos fizestes subir do Egito para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?” Ex. 17:3

Poucos dias após experimentar algumas das maiores manifestações de Deus aos homens, o povo de Israel entra num ciclo vicioso de murmurações.
Já haviam reclamado frente ao mar vermelho, Deus então lhes abriu o mar. Murmuraram em Mara pelas águas amargas, Deus as torna doces. Reclamaram a falta de comida e Deus envia codornizes e o Maná no mesmo dia, o pão que diariamente caia do céu. Agora estão a pressionar Moisés com duras palavras exigindo o direito de beberem da água em abundância. Isso foi em Meribá, e o Senhor lhes faz água brotar da rocha.

Não devia ser nada fácil para Moisés guiar esse povo que mesmo tendo visto feitos miraculosos e gloriosos da parte do Senhor, imediatamente se punham a murmurar ou a tentar a Deus tão logo uma adversidade lhes aparecia. Moisés era paciencioso e essa liderança estava levando-o a desenvolver características que são intrínsecas ao Senhor, como a paciência, a longanimidade e a misericórdia. Ele dependia e confiava a resolução dos seus problemas em relação ao povo de uma forma única e exclusiva à provisão do Senhor.

As dificuldades que você tem enfrentado tem levado você a se submeter mais ao Senhor em dependência e confiança, assim como Moisés, ou suas ações mediante os problemas tem sido parecidas com o povo de Israel no deserto: Murmuração, ingratidão e desconfiança ?

Oração:
Poderoso Senhor, nossa Bandeira e nosso Galardão! Precisamos da tua forte mão removendo dos nossos corações todas as características de comportamento que se assemelham ao povo de Israel e seu comportamento no deserto. Precisamos da sua mão para nos dar um coração quebrantado, grato e confiante. Ajuda-nos em nome de Jesus, amém!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Devocional 22/01/2014 (Leitura Ex. 14,15,16)

"E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, e saberão os egípcios que eu sou o Senhor. E eles fizeram assim". Ex 14:4
Este tem sido um tema um tanto quanto controverso, e digno de debates teológicos acirrados. Mas o fato glorioso nessa passagem das escrituras é que Deus se mostra soberano e conhecedor, dominador e poderoso para fazer o que jamais qualquer homem poderia fazer, pensar ou imaginar.

O povo de Israel amargava 430 anos distantes da promessa da terra prometida, e muitos deles achavam que morreriam como escravos do Egito. Em seu grande poder Deus tira seu povo debaixo do jugo de Faraó  com infalíveis provas e evidências de que Ele é quem fazia essa obra. Vemos aqui Deus endurecendo o coração de Faraó, onde o Senhor permite que todo o potencial maligno do rei egípcio aflore contra os filhos de Deus, de modo que ele volta atrás de sua decisão mesmo após a pior das pragas, a morte dos primogênitos, inclusive do primogênito de Faraó. Esse era o endurecimento, essa era a pior pena que ele poderia sofrer das mãos de Deus. O Senhor não tenta a ninguém a pecar, e não o fez com Faraó. O que o Senhor fez foi liberar a capacidade maligna contida no coração daquele rei ímpio e maldoso.

Que duro juízo é esse de podermos fazer o que deseja nosso enganoso coração!
Essa é a pior pena que o mundo pode sofrer, ter as rédias de Deus que controlam o mundo para que ele não vire um caos, retiradas por completo.
Quanto a nós, o Senhor tem nos libertado com suas fortes mãos do mundo de pecado, e por maior que seja a Fúria do diabo contra nós, tudo o que nos aflige converge para um mesmo lugar: A glória de Deus. Não merece nossa devoção e adoração um Deus tão grande assim?

Oração:
Poderoso e grande Deus, como sentimos segurança em teus planos após contemplar uma tão poderosa salvação como a que tu realizastes com os teus filhos na saída do Egito. Ajuda-nos a confiar em ti quando os exércitos do inimigo avançarem contra nós e mostra-nos tua mão forte abrindo-nos o mar para que triunfemos sobre os perigos que tentam nos assolar. Em nome de Jesus, amém.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Devocional 17/01/2014 (Leitura Gn 49,50, Ex 1)



“E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José... e puseram sobre eles (o povo de Israel) maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas... Mas quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam...” Ex 1:8,11,12

José teria sido um ícone ímpar na história do Egito, reconhecido como “aquele que, após interpretar os sonhos de Faraó, tornou-se o exímio governador, responsável por livrar o Egito da fome que assolou o mundo antigo” Todavia, após a sua morte, levantou-se um Faraó que não conhecia os feitos poderosos de Deus através da vida de José. O povo que outrora fora privilegiado pelo imperador egípcio usufruindo o melhor daquela terra, agora se encontra como escravo e afligido.
O mais interessante é que a despeito das estratégias dos egípcios para barrar o crescimento dos hebreus, quanto mais os afligiam e os penalizavam, mais eles cresciam e prosperavam.

O povo de Abraão, Isaque e Jacó estavam debaixo de uma promessa, e as aflições que eles enfrentavam não era coincidência, acaso ou surpresa. Foi profetizado pelo Senhor a aflição que eles passariam nessa terra, mas de igual modo, havia também uma promessa de libertação. Essa é a empolgante e encorajadora história do livro de Êxodo, onde veremos os poderosos feitos de Deus para tirar o seu povo do Egito, conduzindo-os para a terra prometida – Canaã.

Não importa se aqueles que exercem poder sobre você nem ao menos te conhecem. Não importa se seu chefe, seus amigos ou familiares não lhe reconhecem, realmente não é importante. O que importa é que somos conhecidos por Deus, e ainda que as aflições tentem nos limitar, continuaremos crescendo em graça e conhecimento, rumo àquele lugar que nos está prometido e separado, nosso lar – a Canaã Celestial.

Oração:
Senhor nosso Deus e Pai amado, muito obrigado por nos lembrar que em todas as nossas aflições o Senhor está conosco. Obrigado por nos confortar através do teu Espírito Santo quando nos sentimos tristes ou quando não temos o reconhecimento que esperávamos. Abre nossos olhos para vermos o que realmente importa: Ser amado pelo teu filho e conduzido por Ele. É no nome do teu filho que oramos, amém.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Devocional 16/01/2014 (Leitura Gn 46,47,48)



“E disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer ao Egito, porque eu te farei ali uma grande nação. E descerei contigo ao Egito, e certamente te farei tornar a subir...”. Gn. 46:3,4

Nas pregações mais tradicionais, Egito sempre foi sinônimo de mundanismo e perdição. Não o foi exatamente assim nos dias de José, muito embora a cultura egípcia fosse pagã.
Deus envia uma grande fome sobre a terra, mas provê para o seu povo eleito um escape junto ao grande rei daquela época e lá a pequena família de Jacó, agora chamado Israel, composta de apenas setenta pessoas se tornaria próspera e em quatro séculos seria multiplicada, transformando-se em milhões de hebreus em uma terra que não era sua.

De modo semelhante aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, o Senhor nos tem chamado de uma terra de paganismo (o mundo e seu sistema secular e pecaminoso) e nos tem prometido uma terra, celestial. Na caminhada até esse lar celestial, permanecemos no mundo secular, mas agora como peregrinos e forasteiros. Ainda que obra das nossas mãos prospere nessa terra passageira, devemos sempre ter em mente que nosso lar não é aqui. Assim com Deus usou a Faraó para conceder o melhor da terra do Egito, a terra de Gósen, devemos estar cientes de que pode-se levantar momentos contrários nesta terra, como futuramente aconteceria aos hebreus. Mas temos a firme esperança do retorno à Canaã celestial, nosso lar eterno e prometido, junto ao Rei que nos amou, nos salvou e nos separou para a glória do seu nome.

Oração:
Pai bendito e amado, sentimos tanto conforto em ti sabendo que não importa os lugares que caminharemos até chegar à Canaã celestial, a tua boa mão estará a nos guiar. Sabemos que teremos aflições aqui, mas podemos descansar em ti e termos bom ânimo, pois o seu amado filho Jesus já venceu o mundo. Guarda nosso coração nessa terra, e guia nossos olhos para a mansão celestial, a prometida Nova Jerusalém. Em nome de Jesus, amém.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Devocional 15/01/2014 (Leitura Gn 43,44,45)



“... José se deu a conhecer a seus irmãos. E levantou com choro... E disse a seus irmãos: Eu sou José, vive ainda meu pai? E seus irmãos não puderam responder, porque estavam pasmos diante da sua face.” Gn 45:1-3

Um coração que é marcado pelo trabalhar de Deus não tem espaço para o rancor. José tinha todos os motivos humanos possíveis para se irar com seus irmãos, após reencontrá-los. Os mesmos irmãos que tinham inveja dele, que o maltrataram, que o lançaram em uma cova, que o venderam como escravo, que o deram como morto!
José tinha um relacionamento estreito com Deus, de forma que tudo que lhe acontecia, ele enxergava sob uma ótica da soberania de Deus, e nada ele jogava ao acaso. Foi exatamente assim que ele reagiu após o cumprimento da promessa de que ele seria exaltado dentre a sua família.

Entre alguns fatores interessantes a serem notados, o quebrantamento e a emoção de José diante de seus irmãos é comovente. O seu coração chorava de alegria ao reencontrá-los, e a primeira coisa que ele fez após revelar-se a eles como irmão, foi perguntar sobre seu pai. Ele muito o amava e o honrava. Logo em seguida, ele procura confortar a alma envergonhada dos irmãos dizendo-lhes: “Não fiquem tristes por terem me feito mal e me vendido, pois Deus estava agindo em tudo isso”.

Como temos reagido diante daqueles que nos fazem mal, principalmente quando conseguimos provar que estamos certos? Qual tem sido nossa conduta diante das adversidades com as quais o Senhor nos tem provado? Lamento, murmuração e indignação, ou louvores, gratidão e perdão?

Oração:
Bendito e Eterno Deus, quando olhamos para a vida de José, vemos o quanto precisamos ter nossos olhos abertos para enxergar além do que nossos olhos podem ver e colocar nossa fé em prática. Ajude-nos  e livra-nos do impulso da ocasião, dai-nos um coração brando e consciente de que sobre tudo e sobre todas as coisas Tú és o Rei Soberano! Em nome de Jesus  te pedimos, amém.